Geração Y: É necessário controlar tanto o colaborador?
É impressionante a mentalidade predominante no ambiente corporativo que acha natural o bloqueio das redes sociais e principalmente da internet. Essa é uma questão polêmica, cada um tem o seu comentário mas como já disse neste outro post, temos que ter uma outra visão para não sairmos do mercado.
O uso das redes sociais pode auxiliar o trabalho de inúmeras maneiras, busca por tendências, sobre o que estão falando da empresa, divulgação de produtos e serviços, mas o principal é recrutamento e busca de contatos.
De acordo com um levantamento realizado pela Manpower, ficou constatado que 55% das empresas brasileiras adotam políticas para restringir o uso de mídias sociais no trabalho, colocando o país no topo do ranking mundial. Nos Estados Unidos, esse índice é de 24%, na Argentina, 26%, na China, 33%. Europa e África registraram a menor média: 11%.
Claro que com a internet aberta, fica aberto o espaço para o uso “não profissional” das ferramentas como Fazenda Feliz, vídeos no youtube mas enfim, qual o problema?
O que os empresários deve ter em mente é que não existe diferença nenhuma em brincar de fazendinha no orkut ou ler revista de fofocas ou até o clássico offline Paciência! O que tem a ver a procastinação e a falta de comprometimento com o trabalho e a internet?
Vamos então a algumas verdades sobre os valores e preconceitos corporativos tão arraigados em nossa sociedade que quase não nos damos conta.
Ao bloquear a internet a empresa por mais que fale por causa de uns ou por causa de outros, partem do pressuposto que todos os seus funcionários são “contravensores” em potencial. “Sabe que seus funcionários enxergam o trabalho como um fardo, que só estão ali porque são obrigados e que na primeira chance de tirar proveito para esticar a folga ou diminuir seu esforço, farão”.
Bloquear a internet é como colocar um segurança na porta da empresa revistando todos os funcionários antes de sair, para checar se estão levando o que não deviam, as vezes colar os grampeadores na mesa e amarras as canetas pode ajudar.
Câmeras, monitoramento dos poucos portais liberados na internet, planilha do excel para digitação de todas as tarefas realizadas e bloqueio de ligação no celular, por incrível que pareça, existem casos assim, mas até que ponto é válido para uma empresa controlar tanto os colaboradores?
Empresas com essa visão estão dizendo deliberadamente a seus funcionários que não acreditam neles. Se a sua empresa bloqueia a sua internet, ela acha que você é irresponsável e incapaz. Tem certeza que é nela que você quer trabalhar?
O mais incrível é que as mesmas empresas que bloqueiam adotam um discurso de RH aberto, que deve respeitar, motivar e desenvolver as pessoas. As empresas precisam modificar a política de bloqueio por mais educação e motivação, promovendo o uso consciente da Internet. Ao invés de bloquear, monitorar. Ao invés de tratar o abuso da rede como regra, considerá-lo como uma exceção (que quando ocorrer, deverá ser coibida e punida, se for o caso). Mas o que fazem é o contrário, ao invés de educar e motivar os funcionários com a política da empresa, bloqueiam, afinal, é mais fácil!!
O desafio é motivar os funcionários para que eles se comprometam com as atividades e principalmente com a empresa, sabendo fazer bem este papel não será necessário os bloqueios e trará um conforto e realização que nenhum salário ou plano de carreira empresarial poderá fornecer, o porquê disto eu explico com mais detalhes no artigo “Aprenda com seus colaboradores ou sairá do mercado“.
Baseado em Felipe Matos e vários outros estudos sobre o assunto.































