Geração Y: Aprenda com seus colaboradores ou sairá do mercado!
Não basta dizer que não se deve controlar tanto o colaborador se não passar a receita do bolo para ajudar a entender como pensa a nova geração que está entrando no mercado.
A inovação traz várias consequências sociais, educacionais e até mesmo trabalhistas e podemos encontrar uma amostra dessa tendência nos nativos digitais ou como é chamado “A Geração Y” e nas mudanças que eles estão provocando no ambiente corporativo. O que vem deixando os empresários “não tão atuais” muito assustados.
Vamos à uma breve definição: Geração Y são pessoas que conhecem profundamente o uso das novas tecnologias. Geralmente, nasceram nos anos 90 e cresceram rodeados por computadores, internet, celulares, etc., porém, o termo engloba qualquer indivíduo que interage de forma natural com a tecnologia, independentemente da idade. Como denominação complementar, chama-se de imigrante digital às pessoas não educadas no ambiente tecnológico, mas que foram se adaptando a essas inovações, enquanto que aquelas que não têm nenhuma intimidade com as novas tecnologias são conhecidas como analfabetas digitais. Resumindo, é aquele garoto que quando criança ouvia muito “desligue este som quando estiver estudando, assim você não consegue menino(a)!”, sim eles são capazes de fazer várias coisas ao mesmo tempo, eles cresceram e estão em nosso meio, invadindo as empresas.
Mas fique tranquilo a grande maioria ainda está na faculdade, existe um grande debate sobre os métodos e a forma de educação para esses estudantes, já que muitos dominam as novas ferramentas tecnológicas melhor que seus próprios professores (um exemplo da chamada brecha digital).
Esses profissionais estão sempre “contra o tempo”. Buscam incessantemente atingir suas metas o mais rápido possível, porque querem conquistas. Muitas empresas podem enxergar com “maus olhos” o colaborador que muda de empresa quando insatisfeito sem se prender a qualquer receio ou compromisso e não aceitar de forma submissa as ordens de seus superiores.
Para eles, mais importante do que ficar 10 ou mais anos em uma mesma companhia, o valor está em suas conquistas. Eles são “descolados”, irreverentes, cultos e têm respostas prontas a todo momento. Além disso, sabem exatamente o seu valor e preocupam-se com o futuro.
Mas se dermos um passo além, o que acontecerá nos próximos anos quando esses estudantes entrarem no mercado de trabalho de forma massiva? As empresas estão preparadas para aproveitar o potencial desse novo tipo de profissional? Ou, ainda, estão dispostas a realizar uma série de mudanças para se tornarem atraentes para esse novo funcionário?
O impacto certamente existirá, uma vez que veremos sair “de cena” o colaborador que simplesmente ia trabalhar, fazia o que lhe era determinado – sempre com receio de sugerir mudanças – e ficava em média 10 anos na empresa, acomodado, muitas vezes infeliz, mas na companhia por questões de “segurança” – pelo registro, estabilidade no trabalho ou questões financeiras.
Agora, o cenário é dos jovens empresários, ambiciosos, extremamente inteligentes e com a informação “na ponta da língua”, em tempo real, graças à tecnologia com acesso irrestrito.
Estes profissionais, multitarefas, têm habilidade em se adaptar a novas funções, atividades e desafios. Aliás, eles adoram novos desafios. Talvez esta seja sua principal característica, já que rotina é algo fora de seu dicionário.
O fato é que a geração Y tem sido tão clara sobre suas expectativas que as empresas estão começando a tomar atitudes sobre isso. Um estudo realizado mostra que 15% dos empregadores mudaram suas políticas de RH para atender a esses jovens. Entre as mudanças, estão:
57% introduziram horários flexíveis
33% implementaram programas de reconhecimento
26% permitiram acesso a novas tecnologias
26% aumentaram salários e bônus
24% aumentaram os programas de treinamento
20% pagam por celulares e Blackberrys
18% oferecem opções de trabalho remoto
Está na hora de as companhias passarem a enxergar seu colaborador como pessoa. Eles têm vontades, opiniões e querem algo a mais do que salários e benefícios. É preciso saber ouvi-los para não perdê-los. O ambiente em que trabalham possui alta influência em suas escolhas. Se estão felizes e satisfeitos, certamente ficam. Mas se não gostam ou não concordam com determinada situação, nada os prende. Então, é a hora de agir para não perder talentos.
Vale a dica! Este é o momento certo para as empresas “aprenderem” com seus profissionais o valor das palavras “renovar” e “inovar”. Talvez aquele conceito “engessado” de gestão, não seja o mais atrativo para o mercado, mas sim, aquele que acompanha o ritmo das mudanças e atua de acordo com cada novidade. Esse é o segredo do sucesso no momento!
Baseado em Tabatha Dutra e vários outros estudos sobre o assunto.































